A série fotográfica Arqueologia imaginária dos sentidos nasce do arquivo pessoal do artista transformista cearense Davi Alenquer que dá vida à Camilly Leycker há 20 anos na cena LGBTQI+ do estado do Ceará e busca, a partir de lastros de tempo em dípticos, remontar a narrativa de vida do artista. Assim, as imagens de arquivo de seu museu pessoal não são descoladas do referente para este trabalho, mas apontam, em sendo documentos de sua vida real,  a universalidade das histórias prosaicas, criando uma possível estética da existência a partir de questões geracionais que podem aflorar do mergulho no silêncio das imagens. É possível falar da intenção do autor de deixar o observador se perder pelas potências poéticas das imagens, mas sempre dirigindo ao ato performativo de reordenação de memórias o desejo de procurar mais do arquivo do que ele quer mostrar.